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sexta-feira, 31 de julho de 2015
domingo, 10 de maio de 2015
Mulher, eis aí teu filho

“Mulher, eis aí teu filho”

Apesar da sua dor inimaginável na cruz, Jesus demonstrou sua preocupação com os outros. Estendeu misericórdia para soldados brutais e um ladrão condenado. Depois, ele olhou e viu ao pé da cruz um grupo de mulheres, e seu olhar caiu sobre sua mãe e, perto dela, um dos seus amados discípulos.
O papel de Maria no dia da crucificação é uma história digna de bastante reflexão. O único ser humano presente quando Jesus foi concebido pouco mais de 30 anos antes, Maria sabia que Jesus não era filho biológico de José, e sim o Filho de Deus. Se ela tivesse mentido sobre a concepção desse filho, o momento da crucificação seria o momento crítico para confessar sua mentira e salvar seu filho. Maria observou em silêncio e não mudou sua história. A presença dela com os discípulos de Jesus durante seu sofrimento e depois da sua ressurreição (Atos 1:14) é uma das provas mais interessantes da divindade de Cristo.
“E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa” (João 19:25-27).
Dos quatro autores dos relatos bíblicos da vida e morte de Jesus, João é o único que relata essas palavras de Jesus. O entendimento quase universal do relato é que o próprio João foi o discípulo amado mencionado. É interessante notar que o relato de João, depois deste momento, pula alguns fatos relatados pelos outros. É possível que ele tenha se ausentado da cruz por algum tempo precisamente para levar Maria para sua casa e cuidar dela.
O que aprendemos destas expressões de preocupação durante as últimas horas da vida de Jesus?
Primeiro, percebemos sua atitude de responsabilidade familiar. Como o mais velho dos filhos de Maria (Mateus 13:55-56), Jesus teve uma responsabilidade especial. Tudo sugere que o pai adotivo dele, José, teria morrido algum tempo antes. O cuidado de Maria cairia sobre seus filhos, e o primogênito seria especialmente envolvido em assegurar seu bem-estar. Jesus, um filho exemplar desde sua infância (Lucas 2:51-52), mostrou esta preocupação até suas últimas horas.
Uma das mais belas características do amor familiar é a preocupação com aqueles que ficam para trás. Quantas mães lutam contra doenças terríveis com a vontade de sobreviver para cuidar dos seus filhos? Quantos idosos oram a Deus diariamente, pedindo somente para viver tempo suficiente para cuidar do cônjuge até o fim da sua jornada terrestre? Estas atitudes refletem o amor que Jesus mostrou na cruz quando providenciou para o cuidado da sua mãe. Nós que ainda temos pais vivos podemos aprender uma grande lição desse exemplo.
Segundo, percebemos sua atitude sobre a família espiritual. Se o primogênito não tivesse condições de cuidar da mãe, normalmente a responsabilidade seria repassada para um dos outros filhos. Jesus, porém, valorizava mais as relações com a família espiritual. Durante seu ministério, Jesus teve que lidar com a rejeição pelos próprios irmãos: “Pois nem mesmo os seus irmãos criam nele” (João 7:5). Não há dúvida sobre a fé dos irmãos de Jesus depois da ressurreição. Lucas disse que estavam juntos com os seguidores fiéis em Jerusalém depois da ascensão de Jesus (Atos 1:14), e Paulo os cita como servos do Senhor (1 Coríntios 9:5). Quando Jesus morreu, porém, não há menção dos seus irmãos entre os discípulos. Nesse momento, Jesus confiou mais em um irmão na fé do que em um irmão na carne. Não há surpresa nisso, pois ele mesmo disse: “Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mateus 12:50).
Jesus é o Filho de Deus (Lucas 1:35). Mas naquelas palavras na cruz, ele também se mostrou um filho exemplar no seu cuidado de Maria, a mulher abençoada por Deus com o grande privilégio de criar o Salvador que veio para nos resgatar dos nossos pecados.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
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Abra qualquer número de obras de referência bíblica usadas comumente e olhe para o verbete "Satanás". Você encontrará, provavelmente, uma história familiar. Eu cito, como típico, o Complete Bible Handbook (Manual Completo da Bíblia)

"O Velho Testamento indica que Satanás foi criado por Deus como um anjo governante chamado Lúcifer, com grandes poderes. Mas o orgulho levou Lúcifer a se rebelar contra Deus (conforme Isaías 14:12-14; Ezequiel 28:12-15). Torcido agora pelo pecado, Lúcifer é transformado em Satanás, que quer dizer `inimigo´ ou `adversário´ ...Satanás é um poderoso anjo decaído, intensamente hostil a Deus e antagonista do povo de Deus." (páginas 245, 801).

Pergunte à maioria das pessoas que crêem na Bíblia de onde veio Satanás e nove entre dez lhe darão uma versão da história citada acima. A idéia de que Satanás é um anjo decaído a quem Deus expulsou do céu e que caiu na terra é tão espalhada que muitas pessoas acreditam que a Bíblia a ensina.

Pode surpreendê-lo descobrir que a Bíblia não ensina tal coisa. É certo que há passagens na Bíblia que falam de seres caindo do céu, mas não são sobre Satanás e usam linguagem figurativa. Somente por uma leitura descuidada destes textos pode alguém chegar à história popular relativa à origem de Satanás. Examinemos as passagens bíblicas relevantes, no contexto.

Quem é Satanás?
Onome "Satanás" é uma transliteração do hebraico satan, indicando um acusador no sentido legal, um queixoso que tem uma acusação a apresentar. Em Zacarias 3:1 lemos "Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do SENHOR, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor." Numa palavra, Satanás se opõe a nós, trabalha contra nós, ou "nos persegue", na tentativa de nos derrotar espiritual e moralmente. Jesus chamou-o homicida e mentiroso, em João 8:44. Em Apocalipse 12:9, João retrata Satanás como um grande dragão, uma representação que ressalta sua terrível natureza. Esse mesmo versículo identifica-o como a serpente (uma referência a Gênesis 3) e como o diabo, que é outro nome bíblico comum para ele. Talvez 1 Pedro 5:8 nos diga o que mais precisamos saber a respeito dele: "O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar".
A ênfase bíblica está no que Satanás é em relação conosco (um inimigo). Algumas pessoas, contudo, pensam que certos textos bíblicos vão mais além e nos dizem como Satanás veio a se tornar assim. Examinemos estes textos cuidadosamente.
Isaías 14:12-14
Esta passagem diz: "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo." Você notará imediatamente que esta passagem não menciona Satanás por nenhum de seus nomes bíblicos comuns. Pode-se extrair deste texto uma teoria da origem de Satanás somente assumindo que esta passagem descreve-o, e ignorando o contexto desta passagem na mensagem de Isaías.

Isaías não estava discutindo Satanás em Isaías 14, nem a origem de Satanás de modo nenhum faz parte desta mensagem do profeta. Se dissermos que este texto é sobre a origem de Satanás, isso simplesmente torna sem sentido o contexto mais amplo. Isaías profetizou durante os reinados dos reis hebreus Uzias, Jotão, Acaz, e Ezequias (Isaías 1:1). Seu ministério abrangeu (aproximadamente) os anos 750 - 686 a.C., uns 65 anos, no máximo. Este foi um tempo quando o povo de Deus tinha se tornado corrompido pela idolatria. Deus enviou Isaías para pregar o arrependimento ao seu povo e para adverti-lo de que um fracasso em voltar-se da idolatria significaria desastre em escala nacional. Isaías pregou a ambos os reinos de Israel e Judá, cumprindo sua missão dizendo aos povos desses reinos que eles sofreriam terrivelmente se recusassem arrepender-se. Isaías 10:5-6 resume a mensagem ao reino do norte. Há linguagem semelhante (13:3-6) reservada para o reino do sul, o reino contra o qual Deus enviaria os babilônios.

A mensagem de Isaías não era completamente de desânimo e condenação. Os assírios e os babilônios, ele pregou, eram simplesmente instrumentos que Deus usaria para punir o seu povo. Uma vez que Deus tivesse usado essas nações para seus propósitos, Ele se voltaria e aplicaria seu julgamento sobre eles, pela impiedade deles próprios. É uma mensagem da soberania de Deus em ação que causa reverência e temor nos ouvintes. A Babilônia cairia, e depois disso Deus renovaria e reuniria seu povo e lhes daria uma gloriosa e nova existência. Isaías 14 é sobre a queda do império babilônico. Isaías diz aos habitantes do reino sulista de Judá que, depois que eles tivessem sofrido o castigo, viria o dia quando eles poderiam ver a queda de seu opressor e escarnecer de Babilônia do modo como esta tinha escarnecido de Judá. Veja os versículos 4 e seguintes. Isto é sobre Babilônia.

Ora, porque Isaías começaria o capítulo falando sobre a queda de Babilônia, interromperia com uma descrição da origem de Satanás, e então recomeçaria a falar sobre a queda de Babilônia? Simplesmente não faz qualquer sentido aqui no contexto ver 14:12-14 como sendo sobre a origem de Satanás. O fato é que Isaías estava descrevendo para povo de Judá o que eles estariam dizendo quando zombassem do rei de Babilônia que tinha sido rebaixado e decaído do poder (versículo 4). As mesas virariam, e Isaías está descrevendo a ironia de tudo isso. Até mesmo a leitura corrida da passagem revela que a linguagem aqui é poética e figurativa, e temos que tratá-la de acordo. "Céu" no versículo 12 é linguagem figurativa para o que é alto e exaltado, e Isaías está aqui descrevendo a alta consideração em que o rei de Babilônia era tido. O profeta descreve sua queda do poder figurativamente, como uma queda do céu. Então ele chama o rei de Babilônia, também usando linguagem figurada, a "estrela da manhã". Na sua glória, durante algm tempo, o soberano de Babilônia era como uma estrela brilhante no céu. Contudo, seu reinado e seu poder cairiam, e, mantendo as imagens, Isaías pinta sua extinção como uma estrela cadente.

Parte da incompreensão popular desta passagem resulta do aparecimento da palavra "Lúcifer" em algumas versões do versículo 12. A palavra hebraica em questão aqui é helel, que significa "estrela da manhã" e não tem nenhuma ligação com Satanás. "Lúcifer" é uma velha palavra latina que originalmente significava "portador da luz" e era o nome do planeta Vênus sempre que aparecia no céu matinal. Na época que esta palavra foi usada nas traduções deste versículo, "Lúcifer" não significava Satanás. Infelizmente, para muitas pessoas, hoje em dia, Lúcifer é o nome de Satanás (porque Isaías 14:12-14 é aceito como sendo sobre Satanás!). Não é porque os tradutores erraram, mas porque pessoas de tempos posteriores, ou esqueceram o que Lúcifer significava ou concluíram erradamente que era o nome de Satanás, ou ambos.

Isaías 14:13 recita a jactância arrogante do rei babilônico. Certa vez ele pensou que era o maior do mundo, que tinha poder e autoridade igual à do próprio Deus. Uma das características do retrato profético de Babilônia é seu grande orgulho. Contudo, Deus rebaixaria seu rei ao mais baixo nível imaginável para a mente hebraica: o Sheol, o reino dos mortos (versículo 15). Os versículos 9-11 descrevem como os habitantes do Sheol ficariam surpresos porque alguém que pensava ser tão "alto" estava agora entre eles, num lugar tão "baixo". O ponto é que o rei babilônico foi do extremo da exaltação mundana para a extrema humilhação, e isto era um feito de Deus, o julgamento de Deus. A coisa toda é um quadro, uma imagem, e não uma narrativa histórica literal. A ênfase está no contraste entre as condições do soberano babilônico "antes" e "depois". As pessoas, então, olhariam para o fracasso do rei babilônico e perguntariam: "É este o homem que fazia a terra tremer, que sacudia reinos, que fazia do mundo um deserto, derrubava suas cidades, que não permitia aos seus prisioneiros voltar para casa?" (versículos 16-17).

Você vê, então, que quando examinamos Isaías 14:12-14 em seu contexto, ele não nos diz nada sobre a origem de Satanás. É uma descrição figurativa da queda do rei de Babilônia.
Ezequiel 28:12-16
Outra suposta passagem sobre a origem de Satanás é Ezequiel 28:12-16, onde se lê: 
"... Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti. Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei profanado fora do monte de Deus, e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras."
A referência ao Éden é, para muitos, um indicador seguro de que esta passagem tem que ser sobre a origem de Satanás. Não importa que Satanás já fosse o inimigo do homem no Éden! Mas, novamente, é somente aceitando que esta passagem é sobre Satanás (a própria coisa que precisa ser provada) que podemos lê-la desse modo. O contexto aqui argumenta em outra direção.

As palavras de Ezequiel aqui dizem respeito ao rei de Tiro. Os versículos 1 e 11 tornam isto claro. O capítulo 27 é sobre a queda da nação, e o capítulo 28 é especialmente sobre a queda do rei dessa nação. Prestar um pouco de atenção ao contexto esclarece muito! Exatamente como na passagem de Isaías, tomar as palavras do profeta como descritivas de Satanás e sua "queda" é fazer deste capítulo um completo contra-senso.
Aqui a mensagem está em duas partes, mas cada uma delas apresenta a mesma mensagem. Os versículos 1-10 descrevem o rei de Tiro do ponto de vista de Deus. Como o rei de Babilônia, o rei de Tiro era orgulhoso, arrogante e jactancioso. Ele se achava divino, e assim declarava ter uma glória que não lhe pertencia (versículos 2,6,9). O profeta descreve sarcasticamente a grandeza do monarca nos versículos 3-5. Pela sua arrogância, o orgulhoso rei colherá o julgamento de Deus. O julgamento sobre ele é que Deus o abaterá (versículos 7-10). Os versículos 11-19 repetem esta mensagem. O retrato sarcástico que o profeta faz do rei reaparece nos versículos 12-16. O aumento no nível de imagens e figuras na linguagem aumenta o sarcasmo. O rei pensava de si mesmo em termos absolutamente altos, mas para Deus isto era pura loucura. A referência ao Éden no versículo 13 não é literal, mas significa que o rei imaginava-se privilegiado acima de todos os outros. Ele pensava que era especial, como querubim ungido de Deus ou como algém que vivesse na própria montanha de Deus (versículo 14). Ele se retratava nos termos mais gloriosos. Pela sua arrogância, Deus o julgaria severamente (versículos 16-19). Novamente, portanto, quando lemos esta passagem no seu contexto, vemos que não tem nada a ver com a origem de Satanás.
Lucas 10:18

Em Lucas 10:18, Jesus diz: "Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago." Aqueles que pensam que Satanás é um anjo rebelde decaído acreditam que este versículo estabelece o assunto convincentemente. Contudo, de novo, precisamos olhar para esta afirmação no seu contexto.

Em Lucas 10:1 e seguintes, Jesus tinha enviado setenta discípulos numa missão de pregação. Realmente, era mais do que apenas uma missão de pregação, pois Jesus também os enviou para curar e expulsar demônios (versículos 9,17). É importante entender exatamente o que estes setenta discípulos cumpriram e o que o próprio Jesus cumpriu em seu ministério. Enquanto Jesus estava nesta terra, ele guerreou contra o reino de Satanás. Antes que Jesus pudesse estabelecer seu reino (o reino de Deus), ele tinha que invadir o território do inimigo, vencê-lo e tornar o inimigo (Satanás) impotente e fraco. Isto ele fez pregando o evangelho e demonstrando visivelmente seu poder. As curas miraculosas, e especialmente a expulsão de demônios, não eram atos casuais de bondade; elas eram em vez disso assaltos diretos sobre o reino de Satanás. Proclamando a "libertação dos cativos" no evangelho (veja Lucas 4:18), Jesus estava proclamando a derrota de Satanás e do pecado. Jesus veio libertar o homem do domínio de Satanás, um domínio esumido em pecado e morte.

É no contexto desta guerra espiritual que temos que entender os milagres associados com o ministério de Jesus e, mais tarde, dos apóstolos. Os milagres associados eram físicos, demonstrações visíveis, exemplos, ilustrações do que Jesus pode fazer pelos homens espiritualmente. Em nenhum lugar isto fica mais claro do que na expulsão de demônios. A possessão por demônios era uma manifestação óbvia do domínio de Satanás sobre pessoas. Que maior domínio sobre uma pessoa Satanás poderia ter do que invadir seu corpo, através de um demônio, e comandar seus atos? Quando Jesus expulsava demônios ele estava libertando pessoas da garra de Satanás, Ele estava destruindo o domínio do Maligno sobre elas. Era uma demonstração especialmente clara, ao nível físico, do poder do evangelho, e era uma ilustração de como Jesus podia libertar os homens do reino de Satanás e pô-los sob o reino de Deus.

O mesmo é verdade também quanto às curas milagrosas de Cristo. Doença e morte eram manifestações do poder de Satanás sobre o homem. Curando os doentes, Jesus estava livrando pessoas do poder de morte exercido por Satanás, assim vencendo-o. Observe o que Jesus disse sobre a mulher que tinha uma doença causada por um espírito em Lucas 13:16:
"... esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos" não deveria ela ter sido libertada, no sábado? Jesus estava demonstrando, em suas curas milagrosas, seu poder sobre Satanás, seu poder para livrar os homens do domínio de Satanás. A cura era uma ilustração do que Jesus pode fazer por nós espiritualmente, através do seu evangelho. Assim, não é coincidência que Mateus ligue as atividades de pregar o evangelho e a cura dos doentes em Mateus 4:23: "Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda a sorte de doenças e enfermidades entre o povo." Estas duas atividades iam juntas muito naturalmente.

Quando os setenta discípulos retornaram, relataram seu grande sucesso a Jesus. regozijando porque "... os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome!" (Lucas 10:17). Jesus os havia enviado como um exército para invadir o território de Satanás e guerrear. Sua campanha tinha tido um tremendo sucesso. Satanás sofreu uma derrota com cada demônio que eles expulsaram. Jesus respondeu com um reconhecimento: "Ele lhes disse: Eu via a Satanás caindo do céu como um relâmpago. Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada absolutamente vos causará dano". (versículos 18-19). Observe a menção de Jesus a "... sobre todo o poder do inimigo". Satanás estava sendo derrotado no ministério de Jesus. Os setenta discípulos tinham compartilhado esse ministério, e isso culminaria na maior vitória sobre Satanás: a morte e a ressurreição de Cristo que decisivamente derrotaram o poder de Satanás de pecado e morte, respectivamente. Assim, quando Jesus diz"... eu via a Satanás caindo do céu como um relâmpago", ele estava descrevendo quão grandemente seu ministério estava derrotando o poder de Satanás sobre os homens. O poder de Satanás não mais seria incontestável e absoluto. Em sua obra, Cristo estava destruíndo o aparentemente invencível poder do pecado e da morte. Em linguagem que relembra Isaías 14:12-14, Jesus compara o poder anterior de Satanás a uma estrela, e essa estrela agora caiu. Apocalipse 9:12 e Mateus 24:29 também usam a imagem de uma estrela cadente para descrever a derrota do poder.

Portanto, novamente, o texto que alegamente prova a origem do diabo não é sobre a origem de Satanás de modo nenhum. É somente introduzindo tal idéia no texto que ele pode prestar algum serviço a tal doutrina.
Apocalipse 12:7-9
Talvez a passagem mais popular quando se fala sobre a origem de Satanás seja esta, Apocalipse 12:7-9. Ela diz: 
"Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e os seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos".

Quem quer que alguma vez tenha olhado para o Apocalipse de João sabe que nele abundam estranhos símbolos. É somente pela violência de tratar a linguagem simbólica literalmente, e por ignorar o contexto, que podemos tirar uma história da origem de Satanás deste texto.

Apocalipse 12 é uma descrição simbólica das circunstâncias espirituais que causaram e conduziram à perseguição que os leitores de João enfrentaram. João escreveu o Apocalipse para dar aos seus primeiros leitores uma visão de seu sofrimento, para vê-la num contexto mais amplo. Eles foram apanhados numa tremenda luta entre Deus e Satanás. O diabo estava tentando destruir a igreja, usando Roma como seu agente. João, assim, estava dando aos seus leitores uma perspectiva de sua situação que poderia ajudá-los a suportá-la. Como uma descrição simbólica e figurativa não devemos, certamente, lê-la literalmente, nem devemos tratá-la como alguma espécie de narrativa cronológica e histórica do que tinha acontecido.

Apocalipse 12 é admitida como uma passagem difícil, mas os estudantes que vêem o livro do ponto de vista de seu contexto histórico geralmente concordam que ele é sobre a vitória do povo de Deus e a derrota de seu inimigo, Satanás. A primeira parte do capítulo (versículos 1-6) apresenta diante de nós uma história de nascimento de uma criança do sexo masculino que se torna o dominador das nações. Esta imagem representa Cristo (a alusão ao Salmo messiânico, Salmo 2, em Apocalipse 12:5 confirma isto). Contudo, um grande dragão (Satanás) imediatamente desafia seu aparecimento. O aparecimento de Jesus desencadeia uma grande guerra espiritual (versículo 7). O domínio de Satanás sobre a situação humana tinha, até agora, ficado indisputado. Quando Cristo aparece, o poder de Satanás sobre o homem é efetivamente destruído, e Satanás sofre uma derrota esmagadora (versículo 9). A história básica que João apresenta aqui nos versículos 7 e seguintes é que Satanás perdeu sua tentativa de ganhar domínio sobre a humanidade. Ee e suas forças não são adversários para Deus e suas forças. Ele não pode derrotar Deus e seu Filho. Numa grande destruição, Satanás é lançado abaixo, simbolizando sua ruína.

Que Satanás tenha sido atirado à terra é, eu penso, significativo. É uma mudança na frente de batalha. Desde que Satanás não pôde derrotar Deus no reino espiritual, ele então volta sua atenção para o reino físico, onde ele espera ser vitorioso. É a mesma batalha pelo domínio espiritual sobre o homem, mas agora é uma batalha espiritual travada na terra. Agora, em vez de tentar destruir o Filho de Deus (tentativa que fracassou), ele tenta destruir o povo de Deus que vive na terra. Satanás inunda a terra com suas mentiras, enganos, tentações, etc., em seu esforço para destruir o povo de Deus, mas isto também fracassa (versículos 11,17).

Apocalipse 12:7-9 é sobre como Satanás recebeu uma derrota esmagadora pelo aparecimento e obra de Jesus. João escreveu isto para encorajar seus leitores que estavam sofrendo por causa do ataque de Satanás através de um poder mundial perverso, Roma. Eles poderiam suportar se soubessem que a vitória era deles. Conhecer a origem de Satanás não teria feito nada para encorajá-los a perseverar sob provações severas.
Então, donde veio Satanás?
Se nenhuma das passagens que são comumente citadas como relatos da origem de Satanás são realmente sobre sua origem, então donde ele veio? Bem, não estou certo de que a Bíblia revela a resposta para nós exatamente. Podemos ter uma curiosidade sobre o assunto, mas temos que não permitir que tal curiosidade nos instigue a encontrar respostas que ali não se encontrem.

O melhor que podemos fazer, eu penso, é inferir umas poucas coisas sobre Satanás. Primeiro, somente Deus (o Altíssimo) é incriado. Tudo o mais e todos no universo são criados. Portanto, Satanás é um ser criado. A Bíblia, em nenhum lugar diz que ele é um ser eterno como Deus. Segundo, a Bíblia atribui onipotência somente a Deus (o Soberano). Portanto, Satanás não é um ser onipotente. Ainda que ele tenha grandes poderes, Deus limita seu uso deles (conforme 1 Coríntios 10:13; Jó 1-2).

Terceiro, há seres que foram feitos e que existem acima do nível humano. Podemos chamá-los seres espirituais por falta de um termo melhor. Entre estes seres espirituais estão os anjos, mas estes aparentemente não são os únicos tipos de seres espirituais (conforme Efésios 6:12; Apocalipse 4-5). A respeito desta ordem de seres, conhecemos mais sobre anjos do que quaisquer outros. O quadro que obtemos pela palavra de Deus é que seres espirituais são muito mais interessados em negócios da terra e, às vezes, estão envolvidos neles. Por exemplo, anjos mediaram a Lei de Moisés (Gálatas 3:19), anjos anunciaram a ressurreição de Cristo (Mateus 28:5), e anjos desejaram ver o cumprimento do plano de Deus de salvação (1 Pedro 1:12). Embora isso possa ser uma especulação, também parece que seres espirituais, conquanto sejam criados, não obstante não são ligados em sua existência às limitações de tempo ou idade.

A Bíblia em lugar nenhum identifica Satanás como um ser humano. Ele é, obviamente, um dos seres espirituais sobre os quais lemos na Bíblia. Isto não quer dizer que Satanás seja um anjo. De fato, teria sido muito fácil, em qualquer dos contextos e para qualquer dos escritores, dizer que Satanás era um anjo, mas eles nunca o disseram. Ele é, não obstante, um ser espiritual e a Bíblia o descreve como, entre outras coisas, 
"o príncipe da potestade do ar" (Efésios 2:2). Vemos Satanás, pela primeira vez, no Jardim do Éden (Gênesis 3), justo no começo da história humana, e ele tem existido continuamente desde então.

Quinto, seres espirituais, como seres humanos, têm livre arbítrio. Judas descreve o castigo dos anjos rebeldes no versículo 6 de sua epístola, e Pedro fala de anjos pecando em 2 Pedro 2:4. Portanto, Satanás se opõe a Deus porque ele decide fazê-lo. Deus certamente não o criou para o mal ou como um ser mau, pois a Bíblia nos diz claramente que não há mal associado com Deus (Tiago 1:13; 1 João 1:5).

Parece que o máximo que poderíamos dizer sobre a origem de Satanás é que ele é um ser criado, mas espiritual, que decidiu opor-se a Deus, e que ele recruta outros seres espirituais e seres humanos em seus esforços. Mais do que isto é só especulação.

Conclusão
Num sentido muito significativo, não importa de onde Satanás veio. A ênfase na Bíblia cai, em vez no que ele faz. Não é como ele veio a existir que preocupa. É o fato que ele existe que nos preocupa. Ele continua a trabalhar contra nós em sua tentativa de dominar a humanidade, e para nós Jesus deixou a continuação da guerra.
 "Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes" (Efésios 6:10-12).
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É PRECISO LUTAR CONTRA O ORGULHO

Texto bíblico: Ezequiel 28
Texto áureo: Ezequiel 28.25,26

Desenvolvimento do estudo
1. Vejamos o seguinte: O orgulho é parte do comportamento dos poderosos e violentos, pois acham que são donos do mundo, por isso, colocam-se no lugar de Deus e tentam transformar as pessoas em escravos e em objetos de propriedade particular.
2. O capitulo 28 de Ezequiel mostra a importância de nutrirmos um espírito humilde diante de Deus e do nosso próximo. Ele vai usar como exemplo a arrogância imperialista de seu tempo e mostra que não podemos agir orgulhosamente diante de Deus, pois sejam quais forem as nossas proezas, elas são derivadas da ação de Deus em nossa vida.
3. O capítulo 28 de Ezequiel nos mostra que:
1 – Considerações errôneas sobre o capitulo 28 de Ezequiel:
• Muitos de nossos irmãos em Cristo têm lido este texto como a narrativa da queda de Lúcifer ou do Diabo do céu. Este texto tem servido para ensinar a muitos sobre o pecado do Diabo que, depois de querer disputar com Deus, foi expulso do céu e mandado para um lugar de fogo e enxofre. O objetivo, então, deste capítulo não é falar sobre a queda do Diabo, mas sobre o preço do orgulho.
2 – Assunto principal:
• Este é um texto de esperança em que o profeta Ezequiel se utiliza de exemplos de seu tempo para mostrar que, em meio ao orgulho, injustiça e violência das nações opressoras, o Senhor Deus irá humilhá-las e tirá-las de seu lugar de orgulho.
3 – Considerações sobre a cidade de Tiro:
• Tiro era uma cidade rica, construída a partir de suas relações comerciais bem-sucedidas, estando situada numa pequena ilha, a uma curta distância do continente e seus navios navegavam livremente pelo Mediterrâneo para transportar suas mercadorias para o Oriente. Isso tomava a cidade orgulhosa, arrogante e presunçosa que se garante em suas próprias habilidades e oprime aqueles que estão abaixo dela. A cidade de Tiro confiava, demasiadamente, nela mesma.
4 – Considerações sobre o rei de Tiro:
• Era um exemplo de orgulho que simbolizava a arrogância, a soberba e a injustiça. Era um rei pedante e arrogante que desconsidera a existência de um Deus poderoso e soberano. Essa arrogância foi o que gerou a sua destruição.
5 – Castigo de Deus aos poderosos arrogantes:
• Serão humilhados pelo Senhor. Ezequiel também apresentou a destruição de Tiro como uma lição para os reinos vizinhos que, no texto bíblico, são chamados de “ilhas” (28.18). Se aquela que se achava invencível teve um destino tão trágico, pode-se imaginar como essa notícia foi recebida pelos reinos visinhos e menos fortes que a cidade de Tiro.
6 – Ponto alto do julgamento de Tiro
• É a presunção do absolutismo do seu rei. E isso é apresentado por Ezequiel como um caminho crescente: primeiro, a riqueza é conquistada a partir de transações comerciais bem-sucedidas (28,4), depois, pela ma-lícia, esperteza e perversão no mundo do comércio (28.5), esperteza que acelerou o acúmulo de riqueza e de poder ilimitado e que gerou a arrogância de se acharem semelhantes a um deus (28.2). Contudo, diante de tão grande arrogância, o profeta ironiza dizendo que o rei não é um deus, mas um homem como outro qualquer e que morrerá como qualquer outro ser humano (28.9).
7 – Como se deu o castigo de Tiro:
• O profeta critica a cidade de Tiro de forma pesada e fala sobre a sua derrota, com o juízo que está para chegar. Este juízo chegou por meio de Nabucodonozor, em 585 a.C., ap6s o cerco que durou 13 anos, fazendo com que a cidade perdesse grande parte de sua importância. A conquista total da cidade de Tiro somente se dará em 332 a.C., por mãos de Alexandre Magno, através de um aterro no mar que assegurou a passagem de seu poderoso exército em direção à ilha. Tiro se deixou levar por sua aparente força e capacidade, e aquilo que ela via como traço forte foi o motivo de sua ruína.
8 – Principal promessa:
• Deus age contra estes que atuam injusta e violentamente. A promessa de Deus é que não deixará que essa violência e opressão passe sem ser notada, afinal, o Senhor lutam pelos enfraquecidos e oprimidos.
4. De acordo com este texto, que erros devemos evitar?
– Muitos de nós, servos e servas de Deus, diante de nossas habilidades e sucessos, às vezes nos tomamos arrogantes perante Deus e o nosso próximo, porém é importante que nunca nos achemos superiores às pessoas que estão ao nosso redor, pois todo conhecimento, toda habilidade e toda pessoa são , úteis no reino de Deus.
– Precisamos agir com humildade para com as pessoas ao nosso redor.
– O orgulho, muitas vezes, nos atrapalha de enxergar onde estamos errando e acertando em nossa vida, por isso é preciso que tenhamos um coração sincero e humilde diante de Deus e do próximo e olhemos para dentro de nós mesmos para termos uma vida que auxilie aqueles que estão necessitados de nosso apoio e compreensão. O orgulho e a arrogância nos impedem de compreender a vontade Deus, pois passamos a confiar apenas m nossas habilidades e sucessos.
Para terminar
Avaliação pessoal:
• Você tem incorrido em algum dos erros condenados neste texto?
• O que há neste capítulo que você mais precisa aplicar em sua vida?
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domingo, 19 de abril de 2015
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Volte a gostar de você, volte a cuidar de você, esqueça o que não deu certo...Deus sempre está te dando uma nova página para você escrever sua vida
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Há crentes, até demais, nos dias de hoje, que vêem a igreja como sendo um hotel para os santos, quando deveria ser um hospital para os pecadores
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  1.  Você é Gideão?
A palavra “Gideão” significa “destruidor”, “lenhador” ou “guerreiro poderoso”.  Embora tivesse esse nome forte, Gideão era justamente o oposto! No capítulo 6, vemos que os midianitas tinham por hábito saquear as lavouras e o alimento que os Israelitas preparavam. Quando surge Gideão na narrativa, ele estava malhando trigo no lagar. Há algo errado aqui, pois lagar é lugar de pisar uvas para produzir vinho. Todavia, o texto diz que Gideão fazia assim para salvar o alimento das mãos dos midianitas. O “guerreiro poderoso” estava amedrontado pelo inimigo, de maneira que, ao invés de sair à peleja, preferiu usar de outros meios menos honrosos para combatê-lo.
Além do mais, quando o Senhor envia o Seu anjo para dizer que ele era o escolhido de Deus para livrar o povo das mãos do inimigo, Gideão começa a questionar e dar desculpas, mostrando todo o seu despreparo e medo para a peleja. Gideão colocou o Senhor várias vezes à prova para realmente confiar que Deus era com ele.
Mas por que Deus escolheria um homem tão despreparado, medroso, desconfiado, e até mesmo covarde? O Senhor sempre olha o interior e não o exterior. Ele vê o coração do homem, e não a aparência (1 Samuel 16: 7). Deus não precisava de um guerreiro já preparado, forte, valente, experiente. Deus precisava de apenas um que se dispusesse a obedecê-lO e que aprendesse com o próprio Senhor. Deus não busca capacitados, pois a Sua destra poderosa é quem os capacita! Deus escolheu Gideão exatamente porque, mesmo com suas limitações, era um homem temente ao Senhor, e que, se submetido ao treinamento de Deus, daria grandes resultados! Mediante isso, eu te pergunto: Você é Gideão?
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  1. Você pertence ao grupo dos vinte e dois mil?
Quando o Senhor começou a separar o exército que pelejaria com Gideão, fez uma limpeza para que nenhum fosse pedra de tropeço para todo o restante. De cara, o Senhor foi bem categórico: “Que retornem todos aqueles que forem tímidos e medrosos” (vs. 3). Em um grupo de pessoas, seja um exército, ou uma equipe de trabalho, quer seja uma célula ou até mesmo uma igreja, uma única pessoa que não seja corajosa, empreendedora e ousada pode atrapalhar todo o restante e estagnar seu avanço!
“Porque Deus não nos deu espírito de covardia (medo), mas de ousadia, amor e moderação” (1 Timóteo  1: 7)
O Senhor não faz acepção de pessoas, porém todo aquele que é guiado pelo Espírito de Deus não se deixa dominar pelo medo ou pela timidez. Veja o exemplo de Gideão: era medroso e se considerava o menor de sua casa, o que demonstra certa timidez. Porém, quando o Senhor confirmou que era com ele, não se deixou dominar por estas coisas e decidiu se entregar ao teste do Senhor. Ter medo é normal. O medo é um sentimento que faz parte da personalidade de qualquer homem. Mas a questão aqui é não se deixar dominar pelo medo e ousar enfrentá-lo. Esta é a atitude que qualificou Gideão diante de Deus. Da mesma forma, o espírito de ousadia que Deus nos dá lança fora o sentimento de timidez.
“Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.” (Apocalipse 21: 8 )
Você faz parte dos vinte e dois mil medrosos e tímidos?
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quinta-feira, 16 de abril de 2015
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O que é teologia sistemática e por
que ela é importante?
No mundo evangélico mais amplo, temos dificuldade o suficiente para fazer as pessoas se interessarem por qualquer estudo de teologia, quanto mais adicionando esse adjetivo um tanto bizarro: sistemática.
A expressão é tão estranha à nossa gramática quanto o conceito é estranho à nossa cultura.
Todos nós, profissionais e leigos, precisamos aprender os abecês da teologia sistemática.
Teologia Sistemática é um Estudo Ordenado da Bíblia
Nós começamos com a seguinte premissa básica: teologia sistemática é teologia que é sistemática.
É menos narrativa, menos história, menos orgânica, todos os termos-chave da nossa era pós-moderna.
É o estudo das coisas de Deus de uma maneira sistemática e ordenada, onde não apenas consideramos o que esse e aquele texto dizem, mas onde consideramos tudo o que a Palavra diz sorbe a revelação, depois tudo o que a Palavra nos diz sobre quem Deus é, depois tudo o que a Palavra nos diz sobre quem Jesus é, e depois tudo o que ele fez por nós.
Depois, a teologia sistemática prossegue para considerar a doutrina do homem, do pecado, da santificação, dos sacramentos, da igreja e do fim dos tempos.
Teologia sistemática é uma maneira de olhar para a revelação de Deus que fortemente afirma a coerência e consistência de tudo o que Deus revela.
É uma tentativa de colocar todos os textos
em seu contexto último — todos os outros textos.
Entender Teologia nos Mantém Mais Seguros
Sua importância é dupla.
Primeiro, ela nos mantém mais seguros. Por ser a Bíblia verdadeira em tudo o que ela ensina, por ela ser um livro, uma maneira pela qual podemos saber se estamos entendendo incorretamente parte dela é analisando se o nosso entendimento contradiz o entendimento de outra parte dela.
A sistemática é como a polícia da verdade, nos parando na estrada quando as nossas conjecturas nos levam em direção ao perigo.
É a cerca que impede que as ovelhas vaguem por aí.
Entender Teologia nos Ajuda a nos Alegrarmos na Glória de Deus
A segunda razão pela qual a sistemática é importante é frequentemente negligenciada mesmo por aqueles que amam teologia sistemática.
Quando feita devidamente, a teologia sistemática tem a capacidade de abrir os nossos corações e mentes para que possamos ver mais plenamente e nos alegrarmos mais profundamente na glória de Deus.
Quando estamos mais interessados na engenhosidade do nosso sistema do que na glória do Theos, estamos fazendo errado.
Em outras palavras, a santidade de Deus é uma boa coisa a se estudar.
Mas se o nosso estudo termina com uma orgulhosa postura intelectual, se saímos do estudo nos achando muito inteligentes, nós fizemos um péssimo estudo.
Enquanto o resto do mundo evangélico parece estar sujeito e determinado a buscar zelo sem conhecimento, temo que nós tenhamos aprendido a ser céticos quanto ao zelo ao invés da ignorância.
A resposta ao zelo sem conhecimento nunca é conhecimento sem zelo, mas zelo inspirado, orientado e informado pelo conhecimento.
Estudar a santidade deve levar ao arrependimento.
Estudar a salvação deve levar à gratidão.
Estudar o fim dos tempos deve levar à esperança.
Precisamos estudar para nos aperfeiçoarmos, isto é, para que produzamos o fruto do Espírito.
A sistemática não é um esforço árido, mas em vez disso deve ser um fertilizante para o fruto do Espírito.
Conhecer a Deus é vida.
Estudá-lo, portanto, é saúde.
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25 RAZÕES PARA NÃO VER PORNOGRAFIAS
As seguintes consequências são o que acontece quando um cristão vê pornografia.
A lista cobre uma grande área dos resultados negativos que a pornografia tem sobre um homem (ou mulher) que é seguidor de Jesus.
1. Alienação de Deus.
Você não mais se sente próximo de Deus. Você não experimenta o poder de Deus. Você não mais tem a alegria de sua salvação.
2. Cega você para as consequências.
Temporariamente te desliga da sua caminhada com Deus, de seus relacionamentos com sua esposa, seus filhos e outros. Te cega sobre o que te acontecerá espiritual, física, emocional, mental, social, vocacional e relacionalmente.
3. Cria expectativas irrealistas.
Os homens começam a pensar que toda mulher deveria se parecer com aquelas e que esse tipo de relação é como seu relacionamento com sua esposa deve ser.
4. Distorce sua visão do sexo.
A pornografia te faz acreditar que o sexo é
somente para o prazer do homem e que
as mulheres são simplesmente objetos a
serem usados, ao invés de criações de
Deus que devem ser honradas e
respeitadas.
5. Nunca é o bastante.
A pornografia tem um efeito crescente. Como uma droga, você precisa de mais e mais para satisfazer a lascívia. Ela te leva rapidamente a um caminho de destruição e para bem longe da paz, alegria, e relacionamentos saudáveis.
6. Liberdade sobre o que você pensa e faz é perdida.
Você se torna escravo de seus pensamentos pecaminosos que levam a atos pecaminosos.
7. A culpa depois que você vê pornografia. Mas a culpa não é o suficiente para te prevenir de fazer na próxima vez.
8. A sexualidade saudável é obscurecida pela pornografia.
Sexo saudável é somente o sexo marital, que inclui sexo regular, sexo altruísta e sexo amoroso.
9. Te isola e faz você se sentir totalmente sozinho e como o único que luta contra a pornografia e a lascívia.
10. Ameaça seu relacionamento com sua esposa ou futura esposa (se você é solteiro), seu testemunho de Jesus Cristo, e tudo em sua vida que é importante para você. Você põe tudo isso em risco pela pornografia.
11. Te mantém em um ciclo de autodestruição.
A pornografia parece medicar a dor em sua vida, mas somente adiciona mais dor à dor. A pornografia te leva a fazer coisas que você nunca pensou que faria. O pecado te levará para mais longe que você gostaria. Ele te manterá mais longe que você gostaria. E te custará mais do que você gostaria de pagar.
12. Lascívia – lascívia sexual pecaminosa – te leva a atos sexuais pecaminosos. Pornografia posta em sua mente é como colocar gasolina no fogo do desejo sexual errôneo, resultando em pensamentos e ações destrutivas.
13. Mascara a verdadeira ferida.
Você está procurando a cura e torna as coisas piores.
14. Nunca é uma experiência neutra.
Você não pode ver pornografia e não ser afetado por isso. Essa experiência é sempre inconsistente com a Palavra de Deus.
15. Objetifica as mulheres.
A pornografia as transforma em objetos sexuais. Ela sequestra a capacidade do homem de ver uma mulher mais velha como uma figura materna, uma mulher da mesma idade como uma irmã e uma mulher mais nova como a figura de uma filha.
16. Traz um prazer muito curto, seguido por dor e mais dor.
17. Abandonar torna-se a luta de uma vida. Uma vez que você permite que a pornografia entre, há uma batalha violenta com Satanás e com sua velha natureza para se vigiar. Uma vez que você permite que a pornografia entre em
sua vida, sempre haverá uma batalha.
É uma batalha vencível, mas uma batalha diária.
18. Permanece em sua mente para sempre. Satanás mantém aquela imagem repetindo em sua mente para criar um ciclo de luxúria pecaminosa e te levar de volta à pornografia. Você se torna ligado a uma imagem, não a uma pessoa.
19. A vergonha entra em sua vida.
Culpa é sentir-se mal por algo que você fez. A vergonha, no entanto, é baseada em sentir-se mal por quem você é.
A pornografia traz vergonha.
Deus nunca traz vergonha. Satanás sempre traz vergonha.
20. A confiança é perdida com as pessoas que você mais ama e respeita.
21. Abre a porta para todo pecado sexual. A pornografia é um portal, uma entrada que traz nada de bom e tudo de doloroso, como masturbação compulsiva, desejos, práticas sexuais perigosas, visita a lugares adultos, uso de prostituição, práticas sexuais pervertida e abuso sexual.
22. Viola mulheres.
Como? Você está colocando seu selo de aprovação em uma indústria que degrada e desumaniza mulheres.
23. Um convite para olhar para outras mulheres.
24. Extingue a verdade.
A pornografia promove a mentira.
Você mente para os outros, mente para Deus e mente para si mesmo. Você mente mais para cobrir velhas mentiras.
Você se torna uma mentira viva.
25. Te liga a uma imagem.
Você fica preso e ligado à imagem ao invés de sua esposa ou futura esposa se você é solteiro.
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OS TÍMIDOS NÃO HERDARÃO O REINO DE DEUS
“O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe
serei Deus, e ele me será filho. Quanto,
porém, aos tímidos, aos incrédulos, aos
abomináveis, aos assassinos, aos
impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a
todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e
enxofre, a saber, a segunda morte.” –
Apocalipse 21:7-8
Jesus designa como vencedores que
herdarão o Reino do Céu aqueles cujas
vidas atenderam ao propósito de Deus, e
que se converteram das trevas para a luz,
da potestade de Satanás para o poder de
Deus, enfim, que venceram o diabo, o pecado e o mundo, por meio da fé em
Jesus.
Então é algo extremamente perigoso,
colocar a nossa confiança para a salvação
nas mãos do homem, ou na confiança
dirigida a qualquer deus ou meio de
salvação formado por nossa própria
imaginação.
Nossa natureza terrena decaída no pecado é naturalmente indisposta e acomodada em relação a este assunto da mais alta importância que se refere à salvação eterna da nossa alma.
Nesta breve meditação gostaria de
enfocar apenas a palavra “tímidos” do
nosso texto de Apo 21.8, que no original
grego, é a mesma palavra usada em
Mateus 8.26 e Marcos 4.40, que pode ser
traduzida também como temerosos ou covardes.
As pessoas aqui referidas em tal condição
são aquelas que temem ousar em viver a
vida cristã, em buscar conhecimento e
crescimento espiritual no próprio Cristo. Preferem deixar o problema da
necessidade da sua salvação nas mãos de
terceiros ou então, traçarem em suas
mentes um caminho fácil para o céu, ou
ainda nem mesmo se ocuparem dessa
realidade por temor ou por acomodação.
Os tímidos aqui destacados não são
aqueles que são de temperamento
retraído, mas todos os que não ousam
combater o bom combate da fé em prol
da salvação de suas almas.
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INVEJA - Um Mal Que Destroi a Alma
Acho muito interessante meditarmos
sobre esse tema. Pois, quantas vezes essa
seta do inimigo tem nos atingido e
encontrado espaço em nosso coração nos
autodestruindo, e destruindo nossos
relacionamentos e até mesmo causando divisões em nossas igrejas.
A inveja é provocada por um sentimento
de desgosto, de pesar, pelo bem ou
felicidade de alguém, levando o invejoso
a desejar intensamente o bem alheio.
Claro que você deve conhecer ou ter
ouvido falar de alguém que nunca está contente com o que tem e sempre se
compara aos outros, afirmando que o que
os outros possuem é sempre melhor.
Pois é, essas pessoas estão alojando em
seus corações a seta da inveja. O invejoso
nunca vibra com o sucesso do próximo. O
invejoso busca erros onde muitas vezes
não tem. São pessoas amarguradas,
insatisfeitas, mal-amadas, carnais. (I co 3:3)
A pessoa invejosa quando vai ao culto,
não vibra com a palavra do pregador, não
se alegra em adorar ao Senhor, ao
contrário, ela busca erros e diz: Você viu o
que o pregador fez? Percebeu como ele
gritava? Hum…
O ministro de louvor estava muito empolgado para o meu gosto, mas parecia estar em uma casa de shows mundanos.
A pessoa com inveja no coração não se alegra com a bênção do Senhor, não gosta de ver o próximo brilhar e faz o que for possível para apagar esse brilho.
A inveja tem levado igrejas e ministérios
a divisão. Tiago em sua carta diz: “Pois
onde há inveja e sentimento faccioso aí
há confusão e toda espécies de coisas
ruins”. (Tg 3;16).
A inveja abre a porta para Satanás entrar,
criando através de sua vida discórdia,
confusões e competições.
A pessoa que aloja a inveja em seu coração tem dificuldade para falar bem, para abençoar o próximo.
Ele não suporta o brilho dos outros, pois vive em trevas.
Você conhece a história da cobra e do
vaga-lume?
Era uma vez uma cobra que começou a
perseguir um vaga-lume que só vivia a
brilhar.
Ele fugia rápido com medo da feroz
predadora e a cobra nem pensava em
desistir. Fugiu um dia, dois dias e nada… Ela não desistia.
No terceiro dia, já sem forças o vaga-lume parou e disse à cobra:
– Posso te fazer três perguntas?
-Não costumo abrir esse procedente para ninguém, mas já que vou te comer
mesmo pode perguntar…
-Pertenço a sua cadeia alimentar?
-Não
-Te fiz alguma coisa?
-Não
-Então por que você quer me comer?
– Porque não suporto ver você brilhar.
Que tipo de pessoa é você, cobra ou vaga-
lume?
Seja vaga-lume, brilhe, voe alto.
Mas não se esqueça tudo vem do Senhor e é para o Senhor.
Se alegre com a vitória do próximo, abençoe, profetize e estará trazendo sobre si as mesmas bênçãos.
Pois aquilo que o homem ceifar, isso também colherá.
Deus os abençoe!
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quarta-feira, 15 de abril de 2015
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Isso é crescer com os anos!!!
"Eu sou o menor de todos os apóstolos" (1 Coríntios 15:9.) Ano 55
depois de Cristo.
"Eu sou o menor de todos os santos" (Efésios 3.8) Ano 60 depois de Cristo.
"...Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." (1 Timóteo 1:15) Ano 62
depois de Cristo.
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